Imagem de fundo

Em 118 a.C., o rei da Numídia morre e deixa o reino para seus três herdeiros: os dois f...

Em 118 a.C., o rei da Numídia morre e deixa o reino para seus três herdeiros: os dois filhos, Aderbal e Hiempsal, e um sobrinho adotado, Jugurta. Era seu desejo testamentário que o reino não fosse dividido, o que não impediu a luta pela sucessão entre os herdeiros. Este conflito ficou conhecido como a Guerra de Jugurta.


Leia o fragmento a seguir que permite compreender que esse tipo de guerra era considerado justo aos olhos dos romanos do final da República.


Eu, Aderbal, acreditava, Pais Conscritos [senadores romanos], assim como ouvi dizer de meu pai, que os que eram fiéis à vossa amizade assumiam grande honra, mas, em compensação, eram os que gozavam de maior segurança entre todos. Enquanto esteve em suas possibilidades, a nossa família nunca deixou de estar ao vosso lado em todas as guerras: agora é a vossa vez, Pais Conscritos, de nos prover em tempos de paz. Meu pai deixou dois filhos, eu e Hiempsal, aos quais acrescentou, como terceiro, Jugurta, certo de que teria sido para nós um irmão: um foi morto e eu mesmo tive dificuldade em fugir das mãos ímpias do outro. O que fazer? A quem me endereçar no ápice da desventura? É para vós que pedirei ajuda, Pais Conscritos, no caso de ser acometido por alguma desgraça de improviso, a vós, que pela majestade de vosso império, tendes o dever de defender o direito e de punir a injustiça.


(Traduzido e adaptado de Sallustio, C. Crispo La guerra giugurtina. Testo latino a fronte. Milano: Garzanti, 2007, p 39.)


Com base no trecho citado, é correto afirmar que, para os valores morais e jurídicos dos romanos dos séculos II e I a.C., era uma situação de guerra justa


A

provocar o ataque de um inimigo.


B

atentar contra um possível tirano.


C

atender o apelo de aliados em dificuldade.


D

combater povos selvagens incapazes de viver sob as leis de Roma.


E

defender e expandir a fé dos romanos.