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“Mesmo defendendo a liberdade de escolha no processo didático e nele reconhecendo uma área importante de embates políticos, devemos admitir que um sentido maior deve orientar nossa prática no rumo da sociedade democrática e que este dificilmente se realizará se abandonarmos o estudo do passado público. Talvez muito da indiferença que se nota atualmente pela vida política de nosso país esteja relacionado ao desprezo do passado de nossa vida pública institucional, obscurecido pela prioridade da atualidade cotidiana.”
(Maria de Lourdes Monaco Janotti, História, política e ensino. Em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula. Adaptado)
A crítica ao ensino de História presente no texto questiona a utilização
de um discurso narrativo fragmentado sobre um cotidiano despolitizado e sem vínculo com a totalidade.
das noções de estrutura e totalidade, voltadas para a compreensão global dos processos políticos no tempo.
de um método que permita introduzir os acontecimentos políticos na longa duração, observando as transformações ao longo do tempo.
de uma forma de estudo da História que valoriza a dimensão político-nacional e a investigação do passado público.
de uma concepção de História política que sai do foco circunscrito ao Estado-nação e à ação das grandes lideranças.