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A Revolução Francesa (1789-1799) é frequentemente interpretada como um marco da Idade Contemporânea, representando a transição entre o absolutismo e o liberalismo político. Contudo, suas causas e consequências permanecem objeto de intensos debates historiográficos. Com base nas análises de Soboul (A Revolução Francesa), Hobsbawm (A Era das Revoluções), e Furet (Repensar a Revolução Francesa), qual das interpretações a seguir é mais consistente com esses estudos?
A Revolução Francesa foi um movimento homogêneo, liderado pela burguesia, com o objetivo de consolidar o liberalismo político na Europa.
As fases da Revolução Francesa foram marcadas por profundas divisões internas, com conflitos entre grupos sociais e políticos que refletiam interesses divergentes.
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão representou a implementação imediata de uma democracia plena e universal na França revolucionária.
A Revolução Francesa foi simultaneamente um movimento de emancipação política e um evento que consolidou desigualdades econômicas, beneficiando setores específicos da sociedade.
O impacto da Revolução Francesa foi restrito à Europa, não influenciando movimentos de independência e reformas em outras partes do mundo.