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A matriz do dissenso historiográfico está na caracterização...

A matriz do dissenso historiográfico está na caracterização do sistema escravista, tido por alguns como violento e cruel, por outros como brando, benevolente. Quem inicialmente obteve grande repercussão ao difundir essa última concepção foi Gilberto Freyre.


A partir da década de 1950, Florestan Fernandes, Otávio Ianni, Emília Viotti da Costa passam a produzir teses que divergem diametralmente das de Freyre.


(Suely Robles Reis de Queiróz. Escravidão negra em debate. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva. Adaptado)


Para os pensadores que se opunham às ideias de Freyre, a escravidão


A

teve a função de disseminar, nas sociedades colonial e imperial, a ideologia de valorização dos escravizados, assim como da miscigenação racial.


B

era pedra basilar no processo de acumulação do capital e a coerção seria a principal forma de controle social do escravizado.


C

permitiu que as ordens sociopolíticas de variados espaços africanos fossem reproduzidas no Brasil e fossem estimadas pela elite escravocrata.


D

possibilitou a rápida e incisiva inserção dos afrodescendentes na sociedade brasileira, principalmente por meio do acesso ao catolicismo.


E

havia sido uma instituição que teve apenas importância durante o longo ciclo da cana de açúcar e o início da produção cafeeira em Minas Gerais.