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Ao longo do século XIX, as elites brasileiras e os escravistas de um modo geral tiveram de enfrentar a resistência dos cativos em cada lugar em que a escravidão floresceu. Essa resistência sugere que o projeto vencedor de um país escravocrata não foi desfrutado sem a contestação dos principais perdedores.
As rebeliões representaram a mais direta e inequívoca forma de resistência escrava coletiva.
(João José Reis. Nos achamos em campo a tratar da liberdade: a resistência negra do Brasil oitocentista. Em: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias)
Segundo o historiador, as rebeliões
provocaram o recrudescimento da ordem escravista ao impor progressivamente a retirada de direitos dos escravizados.
eram formas de resistências múltiplas e constantes às explorações econômicas e às sujeições físicas e políticas dos escravizados.
revelaram a forte unidade na luta contra o escravismo que existia entre os alforriados, os escravos ladinos e os africanos.
foram frequentes nas regiões de agroexportação e preocuparam pouco as autoridades imperiais e os senhores de escravizados.
geraram um grande isolamento social dos escravizados em relação aos outros setores da população brasileira.