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A indefinição foi superada quando, entre 5 e 17 de agosto de 1942, cinco navios mercantes brasileiros foram afundados por submarinos alemães. Sob pressão de grandes manifestações populares, o Brasil entrou na guerra ainda naquele mês. O alinhamento brasileiro ao lado da frente antifascista se completou com o envio de uma força expedicionária – a FEB – para lutar na Europa, a partir de 30 de junho de 1944.
(Boris Fausto. História do Brasil, p. 382)
Segundo o historiador Boris Fausto, o envio da FEB à Europa foi
parte de uma deliberação conjunta dos participantes da Conferência Pan-Americana, em torno da defesa da união entre as três Américas, independentemente do regime político vigente em cada país, sob o comando dos EUA.
uma decisão do governo brasileiro, que teve que superar restrições de alguns dirigentes americanos e ingleses, pois estes consideravam problemático integrar tropas brasileiras, com sucesso, ao esforço de guerra dos Aliados.
uma exigência do governo dos EUA, em troca do financiamento para instalação de indústrias estatais de base, a exemplo da Companhia Vale do Rio Doce, e para implementação da indústria bélica no Brasil.
uma pressão do Reino Unido, que buscava ocupar o vazio deixado pela Alemanha no comércio com a América Latina, voltando parte do seu orçamento, antes utilizado para a guerra, para a retomada de investimentos no mercado brasileiro.
uma imposição das forças aliadas, em razão do acordo político-militar, assinado em caráter secreto, com vistas à concessão de tecnologia militar e bélica, em troca do fornecimento de matéria-prima, tais como minério de ferro e manganês.