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“A vida é essencialmente integração e coerência, adesão de forças distintas a um projeto comum. A morte é, por definição, desagregação, incoerência. A vida individual ou coletiva não é unilinear nem unidimensional; é um tecido denso e compacto. Por vezes, o romance histórico empreende com sucesso (em condições certamente mais fáceis) este projeto raramente realizado por historiadores: a ressurreição do passado.”
(KI-ZERBO, Joseph. História geral da África, I: Metodologia e pré-história da África. Brasília: UNESCO, 2010. p. 397.)
O ato de enterrar os mortos, que surge como uma resposta à desagregação e à incoerência que a morte representava, sinaliza não apenas uma prática de respeito, mas uma tentativa de integrar e dar continuidade à vida. Assinale a afirmativa correta que identifica o hominídeo responsável por desenvolver o ritual de enterrar seus mortos, enfrentando a desagregação provocada pela morte.
O Homo habilis foi o responsável pela invenção dos rituais funerários, sendo o primeiro a enterrar os mortos como um meio de preservar os corpos e evitar a desagregação do grupo social.
O Homo habilis, por sua capacidade de fabricar ferramentas rudimentares, foi o primeiro hominídeo a enterrar seus mortos, como forma de integrar as forças da natureza e evitar a desagregação social.
O Homo erectus foi o responsável pela prática de enterrar seus mortos, buscando não apenas preservar a integridade dos corpos, mas também assegurar a continuidade de sua estrutura social diante da morte.
O Homo neandertalensis, embora com práticas rudimentares de enterramento, foi o primeiro hominídeo a realizar rituais funerários que evidenciam a tentativa de enfrentar a desagregação provocada pela morte, integrando os mortos à coletividade.
O Homo sapiens sapiens foi o primeiro a criar rituais funerários complexos, como o enterro de seus mortos, com a intenção de enfrentar a desagregação e a incoerência da morte, dando-lhe um significado simbólico profundo.