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“Ao recuperar a independência, Portugal encontrou-se em posição extremamente débil [...]. Por outro lado, o pequeno reino, perdido o comércio oriental e desorganizado o mercado do açúcar, não dispunha de meios para defender o que lhe sobrara das colônias numa época de crescente atividade imperialista. A neutralidade em face das grandes potências era impraticável. Portugal compreendeu, assim, que para sobreviver como metrópole colonial deveria ligar o seu destino a uma grande potência, o que significaria necessariamente alienar parte de sua soberania. Os acordos concluídos com a Inglaterra em 1642-54-61 estruturaram essa aliança que marcará profundamente a vida política e econômica de Portugal e do Brasil durante os dois séculos seguintes.”
(FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Cia Editeis Nacional, 2003. p. 42.)
No que se refere à empresa açucareira no Brasil colonial, assinale a afirmativa que corresponde corretamente a tese exposta por Celso Furtado.
A produção de açúcar no Brasil colonial manteve-se estável ao longo de todo o período colonial, sem grandes variações nos preços ou na demanda, o que garantiu a prosperidade contínua dos senhores de engenho.
Seria difícil explicar o grande êxito da empresa açucareira sem ter em conta a cooperação comercial-financeira holandesa.
A empresa açucareira no Brasil colonial se desenvolveu de maneira totalmente independente, sem influência externa significativa, baseando-se exclusivamente no capital e no conhecimento técnico da Coroa portuguesa.
A expulsão dos holandeses do Nordeste brasileiro em 1654 teve pouco impacto na economia açucareira, pois Portugal rapidamente reorganizou a produção e o comércio sem sofrer prejuízos duradouros.
A parceria entre Portugal e a Inglaterra, estabelecida ao longo do século XVII, garantiu a Portugal uma posição privilegiada no mercado açucareiro, tornando-o imune às oscilações econômicas e concorrências internacionais.