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Historiadores soviéticos sugeriram corretamente uma tríplice classificação. Realmente, a região central do feudalismo europeu foi aquela onde ocorreu uma “síntese equilibrada” de elementos romanos e germânicos: essencialmente, o Norte da França e zonas contiguas, a terra do Império Carolíngio.
(Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao Feudalismo, 1998. Adaptado)
Considerando a tríplice classificação citada, é correto afirmar que
na região central da atual França, a experiência dos direitos senhoriais foi efêmera, porque o poder real manteve-se forte, mesmo com a dissolução do Império Franco.
na Itália e nas regiões adjacentes, a civilização urbana do final da Antiguidade nunca foi totalmente a pique e a organização política municipal floresceu a partir do século X.
na Península Ibérica, houve a constituição da forma mais radical de vassalagem e suserania, com o poder político ficando bem diluído e sem intervenção do papado.
no Leste europeu, as estruturas romanas permaneceram dominantes, permitindo a formação de cidades autônomas, sem qualquer vínculo com o poder religioso.
nas regiões nórdicas da Europa, efetivou-se um feudalismo muito particular, porque a existência do servo na gleba não impediu a formação de um mercado de longa distância.