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A perspectiva do Mediterrâneo como palco para narrar uma história na longa duração remete, obviamente, à clássica obra de Fernand Braudel (1986), O Mediterrâneo e o mundo mediterrânico na época de Felipe II, publicada originalmente em 1966. Nela, o mar e as terras ao redor formam um pano de fundo quase imóvel – a longuíssima duração – para a história mais movimentada das estruturas (em particular, daquelas ligadas à produção e às trocas) e para a história rápida dos acontecimentos.


GUARINELLO, N. L. A bacia do Mediterrâneo e a cidade antiga: unidade e diversidade. R. Museu Arq. Etn. 38, 2022, p. 4.


Fernand Braudel, citado pelo autor no excerto, considera que os traços mais marcantes que conferem unidade ao Mediterrâneo são


A

o litoral irregular, a diferença entre os cultivos e o comércio isento de impostos.


B

a vegetação escassa, a divergência entre o campo e a urbe e uma rede monetária.


C

o clima ameno, a oposição entre o mar e o relevo e um regime de navegação comum.


D

a paisagem uniforme, a polarização entre o litoral e o interior e o transporte diversificado.