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“O Estado sou eu”, teria enunciado Luís XIV, no século XVII. Síntese do absolutismo mon...

“O Estado sou eu”, teria enunciado Luís XIV, no século XVII. Síntese do absolutismo monárquico, a frase poderia ser exposta à análise de estudantes até o limite de seu efeito retórico. Esse exercício deve levar à pesquisa sobre o funcionamento do poder monárquico e suas bases objetivas de sustentação. Ou seja, à caracterização da estratégia de equilíbrios de interesses de setores sociais distintos durante o antigo Regime na Europa. Dividida a sala em dois grupos, cada um deles deve reunir informações sobre os interesses em jogo para depois compor painel sobre o funcionamento do Estado absolutista. Assim, seriam caracterizados os objetivos contraditórios


A

dos trabalhadores urbanos em assegurar monopólio sobre suas especialidades de ofício e os dos mercadores que pretendiam reduzir custos de produção para baratear as mercadorias.


B

dos mosqueteiros interessados na manutenção de guerras entre reinos concorrentes e os da igreja católica que almejava a pacificação entre povos para a difusão da fé.


C

do clero que sustentava a ideia de direito divino dos reis em troca de posições de poder e os dos cortesãos que passaram a ser acolhidos no palácio de Versalhes com ostentação.


D

da nobreza em manter privilégios como posse de terras, pensões e luxo e os da burguesia emergente em fazer circular mercadorias, diminuir custos de produção e de tributos.


E

das classes médias que haviam conquistado relevo pelas estatísticas populacionais e os das camadas intelectualizadas que viam no exercício do absolutismo um meio para o despotismo esclarecido.