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“Há indícios de que Martim Afonso ainda se encontrava no Brasil quando Dom João III decidiu-se pela criação das capitanias hereditárias. O Brasil foi dividido em quinze quinhões, por uma série de linhas paralelas ao equador que iam do litoral ao meridiano de Tordesilhas, sendo os quinhões entregues aos chamados capitães-donatários. Eles constituíam um grupo diversificado, no qual havia gente da pequena nobreza, burocratas e comerciantes, tendo em comum suas ligações com a Coroa.”
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp/FDE, 1995. p. 44.)
A Capitania do Rio Grande representou uma das frentes de tentativa de ocupação portuguesa na América. Baseando-se nesse contexto, assinale a afirmativa correta quanto ao papel da Capitania do Rio Grande no século XVI.
A Capitania do Rio Grande foi, desde o início, uma exceção entre as demais por seu modelo de colonização baseado exclusivamente na produção de açúcar e na grande propriedade monocultora baseada na mão de obra indígena.
A Capitania do Rio Grande teve grande sucesso inicial, com altos rendimentos econômicos e rápida urbanização de seu território, graças à adesão pacífica dos grupos indígenas locais.
A Capitania do Rio Grande destacou-se entre as capitanias do Norte por ter sido a única a manter vínculos comerciais diretos com a França, em acordo firmado com a Coroa portuguesa.
A principal motivação para a ocupação do território da Capitania do Rio Grande foi a existência de ouro e prata em abundância, extraídas por indígenas potiguares escravizados, tal como confirmado pelas primeiras expedições de colonos.
A Capitania do Rio Grande enfrentou sérias dificuldades de ocupação inicial, devido à forte resistência dos povos indígenas potiguares e à presença francesa na costa, tornando-se uma das últimas a ser efetivamente conquistada no século XVI.