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“Lampião, falecido em 1938, foi o mais famoso dos cangaceiros do Nordeste [...]. O apogeu do banditismo [...] [no] nordeste brasileiro [...] [é] do período que medeia entre aproximadamente 1890 e 1940.”
(HOBSBAWM, Eric. Rebeldes primitivos. Estudo sobre as formas arcaicas de movimentos sociais nos séculos XIX e XX. Barcelona: Ariel, 1983. p. 300)
Sobre o ataque de Virgulino Ferreira da Silva (c. 1900-1938) e seu bando à cidade de Mossoró, em 1927, e o fenômeno do cangaceirismo no contexto histórico do Brasil agrário-oligárquico do início do século XX, assinale a afirmativa correta.
O cangaço, representado por Lampião, sempre se manteve sob controle direto do Estado brasileiro, funcionando como instrumento de repressão aos movimentos sociais rurais no Nordeste.
O ataque de Lampião a Mossoró ilustra a complexidade do cangaço como fenômeno social ambíguo, no qual se misturavam elementos de banditismo, clientelismo e resistência difusa à ordem oligárquica do sertão.
O ataque de Lampião a Mossoró representou uma aliança entre o cangaço e os setores revolucionários urbanos da classe operária, visando à derrubada do poder oligárquico republicano vigente.
O ataque a Mossoró demonstrou que Lampião buscava romper com a lógica do banditismo tradicional e se engajar na luta política institucional, estabelecendo diálogo com partidos populares e sindicatos.
A escolha de Mossoró por Lampião teve como objetivo central a fundação de uma comuna sertaneja, inspirada nos mesmos ideais de Canudos, o que explica o simbolismo do ataque.