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“A produção de algodão remonta aos séculos XVI e XVII. Segundo Rocha Pombo, o algodão foi nos tempos coloniais atividade econômica mais importante que a cana-de-açúcar, ‘tanto pela facilidade da respectiva cultura, como pela preferência que, entre as outras Capitanias, tinha o produto rio-grandense nos mercados’. Mas foi somente quando a Inglaterra implementou a Revolução Industrial no século XVIII que houve o primeiro boom do algodão.”
(TRINDADE, Sérgio L. Bezerra. História do Rio Grande do Norte. Natal: EDIFRN, 2010. p. 263.)
Considerando as transformações estruturais da economia do Rio Grande do Norte, entre os séculos XIX e XX, especialmente no que se refere à cotonicultura, marque a opção correta.
No início do século XX, o Brasil era o principal fornecedor de algodão para a indústria têxtil inglesa. Porém, em razão da guerra de independência estadunidense, os EUA substituíram o Brasil como o maior exportador do produto à Inglaterra.
O crescimento da cotonicultura no Rio Grande do Norte foi uma consequência direta das políticas estruturadas de incentivo à agricultura familiar no início do século XX, durante a chamada ‘Primeira República’.
O ciclo algodoeiro no Rio Grande do Norte manteve-se autossuficiente durante todo o século XX, não sendo afetado por crises internacionais nem por pragas que prejudicassem a produtividade, constituindo-se como o principal produto de exportação brasileiro no período.
A cotonicultura no Rio Grande do Norte teve ciclos de expansão ligados a conflitos externos como a Guerra da Secessão e a Primeira Guerra Mundial, e entrou em crise por fatores como pragas, secas, mercado instável e desarticulação produtiva.
As empresas multinacionais que atuaram no setor algodoeiro do Rio Grande do Norte foram responsáveis pelo declínio da produção local, ao desestimularem o investimento em tecnologia e contribuírem para a desconcentração fundiária no estado.