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Documentos de 1979 sob a guarda do Arquivo do Senado, em Brasília, mostram que os senadores e deputados da Arena ficaram satisfeitos com a anistia aprovada.
Os mesmos papéis históricos do Arquivo do Senado indicam, contudo, que a Lei da Anistia não foi tão benevolente quanto os congressistas da Arena quiseram fazer crer. Na avaliação dos perseguidos políticos, de organizações civis e religiosas e dos parlamentares do MDB, o projeto aprovado tinha dois problemas graves.
(Ricardo Westin. “Há 40 anos, Lei da Anistia preparou caminho para fim da ditadura”. Em: Agência Senado. Arquivo S, 05.08.2019. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/ha-40-anos-lei-de-anistia-preparou-caminho-para- fim-da-ditadura. Adaptado)
Um dos problemas apontado pelos grupos de oposição reside no fato de que
a Lei beneficiou perseguidos políticos civis, mas não militares e servidores públicos federais que foram afastados de seus cargos.
a luta popular pela anistia foi desmobilizada pelo MDB, o que contribuiu para o caráter conservador do texto final da Lei.
os opositores que já haviam sido condenados por participar de movimentos armados também foram anistiados.
a inexistência de movimentos populares de apoio à anistia frustrou os resultados desejados e articulados pela oposição.
o perdão foi concedido também aos que cometeram abusos em nome do Estado, durante o regime militar.