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Ciro Flamarion Cardoso foi um dos críticos mais ferozes do campo historiográfico da história das mentalidades, segundo o autor, "os historiadores das mentalidades se dedicavam ao estudo do periférico, de iluminar fantasmas e, sobretudo, de negar as totalidades sintéticas da história, renunciando a posturas explicativas e propagandeando uma história "reacionária" desprovida de contradições."
(VAIFAS, Ronaldo. A História das Mentalidades e História Cultural. In: CARDOSO, Ciro F.; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Dominios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997. р. 128).
A partir da crítica de Ciro Flamarion Cardoso, assinale a opção que apresenta corretamente uma superação em relação às criticas que o campo do saber das mentalidades recebeu.
Buscou-se uma coerência fictícia e estável de sentimentos e ideias numa dada sociedade em prejuízo da pluralidade de sistemas de crenças e racionalidade que coexistem no interior de uma mesma cultura, comunidade ou indivíduo.
Os historiadores das mentalidades, com o triunfo das críticas, se refugiaram em outros campos do saber histórico como história da cultura e da vida privada e, ainda, vincularam suas pesquisas a outros pressupostos conceituais como cultura popular eo imaginário.
As pesquisas no campo das mentalidades, assim como o próprio conceito de mentalidades, ganharam espaço definitivo nos centros de produção historiográfica de vários países.
A penetração da História das Mentalidades na historiografia de países do continente americano promoveu esse campo do conhecimento histórico com adesão de expoentes historiadores dos principais centros acadêmicos americanos.
A história das mentalidades tornou-se mais aberta possível à investigação dos fenômenos humanos no tempo, sem excluir dimensão individual e mesmo irracional dos comportamentos sociais, resgatando os padrões menos cambiantes da vida cotidiana, mormente o universo de crenças ligadas ao nascimento, à morte, aos ritos de passagem, ao corpo, aos espaços e ao tempо.