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Citando um padre jesuíta chamado Antonil, no capítulo três da obra Brasil: uma biografia, as historiadoras Lilia Schawrez e Heloísa Starling, mostram que no período colonial brasileiro, os escravizados eram como as mãos e os pés do senhor do engenho, porque sem eles no Brasil não era possível fazer, conservar e aumentar a fazenda, nem ter engenho corrente. Assim, o escravismo marcou a organização, os usos e os costumes do Brasil Colônia profundamente, e seu peso histórico pode ser sentido no Brasil atual. Desse modo, assinale a opção correta.


A

Os primeiros escravizados chegaram ao território colonial ainda na primeira metade do século XVI por livre vontade, para empreender na empresa açucareira localizada no nordeste brasileiro e pouco alterou a estrutura social da região já marcada por uma diferenciação entre os ricos canavieiros e os empobrecidos trabalhadores rurais.


B

Apesar da viagem longa e exaustiva nos navios tumbeiros, os escravizados chegavam com relativa saúde nos portos coloniais brasileiros e, após a sua venda aos senhores de engenho, começavam a adoecer rapidamente devido a subnutrição, excesso de trabalho e castigos físicos.


C

Somente é possível compreender a montagem de uma instituição do porte do escravismo moderno, no caso do modelo português, atentando-se para a articulação entre a criação de colônias no ultramar e seu funcionamento sob a forma de grandes unidades agricolas e manufatureiras com produtos voltadas para abastecer o mercado externo.


D

Os escravizados que chegaram às Américas demonstraram, diante das proibições feitas pela Igreja Católica, muita habilidade em ocultar crenças sob um manto cristão, dando origem a cultos muito populares até hoje, como o candomblé (Brasil), o vodu (Haiti) e a santeria (Cuba).


E

O escravismo moderno estava baseado na interiorização da autoridade senhorial sob os escravizados, pois o objetivo era gerar uma submissão passiva ao trabalho compulsório, o qual foi um grande caso de sucesso porque a população escrava brasileira, diferentemente da haitiana, não planejou ou executou grandes revoltas em solo brasileiro.