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No livro "Atlântico: a história de um oceano", no capítulo intitulado "Um oceano de revoluções. Históriae historiografia do Atlântico e de suas revoluções nos séculos XVII e XVIII", o historiador Francisco Carlos Teixeira da Silva afirma que o território brasileiro está conectado ao oceano Atlântico desde os primórdios da Colônia por meio das Grandes Navegações e do tráfico transatlântico de escravizados e, depois, nos tempos do Brasil independente, por meio das exportações de produtos agrícolas, como o café. A ideia de um espaço-tempo Atlântico envolvendo as Américas, a Europa e a África é marcado por alguns contextos históricos relevantes. Nesse sentido, assinale a opção INCORRETA.
No século XVII, em especial depois de 1620/1630, a produção de açúcar, no Nordeste do Brasil, trouxe para o próprio Atlântico uma das mais importantes e modernas atividades econômicas da expansão europeia.
A participação da Armada da República da Argentina (ARA) na Primeira Guerra Mundial protegendo os comboios de embarcações mercantes que partiam dos portos de Buenos Aires, Santos e Caracas para os Estados Unidos e o Reino Unido, garantiu à Argentina um papel de destaque na Liga das Nações, sobrepujando o Brasil no cenário geopolítico mundial.
O Congresso de Berlim (1884/1885) reordenou o (D) (E) panorama geopolítico do mundo Atlântico e, nesse processo, a África seria, em definitivo, trazida para dentro da dinâmica capitalista tornando-se um espaço concorrente com o Brasil na busca por investimentos estrangeiros na área econômica.
O Atlântico e as sociedades em seu entorno presenciaram uma série de revoluções com suas trocas de ideias e transformações políticas que geraram mudanças de natureza econômica, como o fim da mão de obra escravizada no Brasil, a industrialização nos EUA e, por fim, a formação de impérios coloniais na África.
O tráfico de escravizados, com seu corolário de horrores, constituiu-se, então, em condição indispensável para a formação das relações sociais brasileiras e, foi, ao mesmo tempo, um negócio em si mesmo, tão ou mais lucrativo que a empresa açucareira por exemplo.