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No Brasil do século XIX, a ideologia da higiene na Corte Imperial refletia não apenas preocupações com a organização social e a manutenção da ordem pública, mas também com a saúde pública e a prevenção de doenças contagiosas. Nesse sentido, é INCORRETO afirmar que:
As classes pobres eram apenas vistas como uma ameaça à ordem social devido à sua suposta propensão à ociosidade e à criminalidade e não como portadoras de doenças que representavam um perigo real para a população em geral.
Várias políticas urbanas foram implementadas visando “higienizar” as cidades, o que incluía a demolição de cortiços e a remoção de suas populações para áreas periféricas ou para fora da cidade.
Além das preocupações sociais, havia também uma preocupação concreta com a propagação de doenças.
Epidemias como a febre amarela e a cólera aumentaram significativamente as taxas de mortalidade e levaram à criação da Junta Central de Higiene pelo governo imperial.
Os conceitos de “cortiço” e “classes perigosas” estavam interligados e carregavam significados altamente estigmatizantes.