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Observe a letra a seguir, trecho do samba enredo do Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro - Carnaval de 2024.
Ya temí xoa, aê-êa
Ya temí xoa, aê-êa
Meu Salgueiro é a flecha pelo povo da floresta
Pois a chance que nos resta é um Brasil cocar
É Hutukara, o chão de Omama
O breu e a chama, deus da criação
Xamã no transe de Yãkoana
Evoca Xapiri, a missão
Hutukara ê, sonho e insônia
Grita a Amazônia antes que desabe
Caço de tacape, danço o ritual
Tenho o sangue que semeia a nação original
Eu aprendi o português, a língua do opressor
Pra te provar que meu penar também é sua dor
Falar de amor enquanto a mata chora
É luta sem flecha, da boca pra fora
Falar de amor enquanto a mata chora
É luta sem flecha, da boca pra fora (...)
(É Hutukara!, de Pedrinho Da Flor, Marcelo Motta, Arlindinho Cruz,
Renato Galante, Dudu Nobre, Leonardo Gallo,
Ramon Via 13 e Ralfe Ribeiro, 2024.)
Ao utilizar o samba-enredo em sala de aula, nos anos finais do Ensino Fundamental, o/a professor/a deve realizar os seguintes procedimentos, com EXCEÇÃO de:
identificar a atualidade da letra e da contribuição indígena em relação aos problemas climáticos vividos pela população brasileira e mundial
selecionar e traduzir os termos em língua Yanomami, destacando a importância do idioma na preservação da cultura desse povo
destacar que, apesar dos esforços realizados pelo Estado brasileiro para desenvolver as diferentes nações indígenas, estas permanecem primitivas
estimular o debate entre os estudantes a respeito dos processos de apagamento da contribuição dos povos originários na história brasileira
problematizar as diferenças na compreensão, ao longo da história, das relações entre o Estado brasileiro e os povos originários no território