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“[...] De fato, o ‘iluminismo’, a convicção no progresso do conhecimento humano, na racionalidade, na riqueza e no controle sobre a natureza — de que estava profundamente imbuído o século XVIII — derivou sua força primordialmente do evidente progresso da produção, do comércio e da racionalidade econômica e científica, que acreditamos estar inevitavelmente associado a ambos.”
(HOBSBAWM, Eric. A era das revoluções: 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. pp. 36-37.)
Sobre o Iluminismo, que marcou profundamente o fim do Antigo Regime, assinale a afirmativa correta.
O Iluminismo, apesar de ter sido um movimento intelectual europeu, teve impacto limitado fora do continente, não influenciando de forma significativa os processos revolucionários nas Américas, onde predominavam tradições políticas próprias.
Embora muitos iluministas defendessem o progresso e a razão, a maioria se opunha a qualquer transformação política radical, sendo contrária tanto à Revolução Francesa quanto às independências americanas, por temerem o caos social.
A defesa da razão e do progresso pelo Iluminismo resultou em uma visão universalista e homogênea dos direitos humanos, sem distinções ou contradições internas, garantindo imediatamente a inclusão de todos os grupos sociais nas sociedades pósrevolucionárias.
O pensamento iluminista, apesar de sua crítica ao absolutismo e à Igreja Católica, permaneceu alheio às questões políticas concretas, concentrando-se apenas na teoria filosófica e científica, sem conexões diretas com revoluções e mudanças institucionais.
Embora os iluministas tenham defendido a razão e o progresso, suas ideias estavam voltadas principalmente às elites instruídas e à burguesia emergente, que utilizou esse pensamento como base para reivindicações políticas e sociais, como nas revoluções do final do século XVIII e início do XIX.