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A Revolução Francesa tem sido objeto de profundas revisões...

A Revolução Francesa tem sido objeto de profundas revisões historiográficas, especialmente no tocante à sua natureza política, simbólica e social. A partir do contraste entre as interpretações estruturalistas de Georges Lefebvre e Albert Soboul, centradas na luta de classes, e as abordagens culturais e discursivas de François Furet e Lynn Hunt, qual proposição expressa uma crítica historiograficamente consistente às limitações das leituras materialistas clássicas da Revolução?


A

As abordagens de Lefebvre e Soboul negaram a centralidade das reformas institucionais e jurídicas, interpretando o processo revolucionário exclusivamente como reação espontânea das massas urbanas.


B

As leituras materialistas da Revolução atribuíram ao Terror jacobino uma causalidade estritamente cultural, ignorando as mediações estruturais que explicam sua emergência e radicalização.


C

A tradição marxista, ao reduzir a Revolução Francesa a uma expressão mecânica dos antagonismos de classe, subestimou a agência política e as dimensões simbólicas do discurso revolucionário.


D

As análises marxistas foram criticadas por privilegiar os aspectos ideológicos da Revolução, em detrimento das experiências cotidianas e dos elementos micro-históricos do imaginário social.


E

A crítica contemporânea à historiografia materialista rejeita a associação entre revolução e ruptura, propondo a compreensão do processo francês como continuidade do absolutismo ilustrado.