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A atuação da Companhia de Jesus na América portuguesa, especialmente no contexto das reduções e da catequese indígena, tem sido objeto de releitura por parte da historiografia recente, que propõe interpretações mais nuanças e menos binárias. Com base nos estudos de Ronaldo Vainfas, Laura de Mello e Souza e John Monteiro, qual alternativa expressa uma leitura crítica e matizada da ação jesuítica no mundo colonial?
A presença missionária jesuítica na colônia foi essencialmente subordinada à Coroa portuguesa, funcionando como braço administrativo sem autonomia intelectual ou pedagógica.
As missões articuladas pela Companhia de Jesus operaram como espaços plenamente teocráticos, nos quais a cultura indígena era sistematicamente anulada em prol da ortodoxia cristã.
A ação dos jesuítas restringiu-se à imposição catequética unilateral, sem qualquer abertura à incorporação de elementos culturais locais ou à construção de formas sincréticas de religiosidade.
As reduções missionárias jesuíticas constituíram espaços híbridos, de ambivalente negociação simbólica entre os referenciais cosmológicos indígenas e os imperativos doutrinários da cristandade.
As práticas religiosas promovidas pelos jesuítas evitavam qualquer forma de interculturalidade, reafirmando a superioridade da tradição cristã sobre os sistemas de crenças indígenas.