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A sociedade mineradora do Brasil colonial, surgida no contexto do ciclo do ouro nos séculos XVII e XVIII, tem sido objeto de análises que destacam sua complexidade social, econômica e cultural. A partir dos estudos de João Fragoso, Laura de Mello e Souza e Mariana Dantas, qual proposição melhor expressa a leitura historiograficamente consolidada acerca da organização da sociedade mineradora?
A economia mineradora propiciou o surgimento de uma elite senhorial e mercantil articulada com redes atlânticas de comércio e sustentada por uma lógica escravista fortemente hierarquizada.
A sociedade das regiões auríferas caracterizouse pela ausência de mobilidade social, reproduzindo um modelo estamental rígido e refratário a dinâmicas de ascensão.
O ciclo do ouro teve impacto periférico na economia colonial, limitando-se a pequenas áreas urbanas e sem alterar substancialmente os fluxos comerciais internos.
As práticas sociais e culturais da sociedade mineradora mantiveram-se isoladas, com reduzida interlocução com outros núcleos coloniais e ausência de circulação de bens de prestígio.
O modelo econômico minerador foi estruturado sobre bases igualitárias de redistribuição da renda aurífera, em um sistema coletivo de apropriação da riqueza gerada pelo trabalho escravo.