

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Contando com um mercado de trabalho compulsório plantado nas aldeias africanas, os colonos da América portuguesa não precisavam efetuar investimentos internamente – em capital, terra e trabalho – para garantir a reprodução ampliada da mão-de-obra autóctone. Convinha mais fazer açúcar para vender na Europa e obter meios de compra de escravos, ou cultivar tabaco e fabricar cachaça para trocar por africanos adultos, do que investir na produção de alimentos, estimular uniões entre os cativos, preservar as mulheres grávidas e as crianças nos engenhos e nas fazendas na expectativa de recolher, a médio prazo, novos trabalhadores cativos nascidos e criados no local.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul)
A partir do excerto, é correto afirmar que
o confronto de interesses entre os negociantes negreiros e a elite colonial entravou a entrada de escravizados na América portuguesa.
o aumento da natalidade dos escravizados foi incentivado pela elite colonial como forma de diminuir a dependência em relação ao tráfico negreiro.
a produção açucareira dependia muito da utilização dos escravizados, mas as atividades complementares usavam o trabalho livre.
o alto custo dos equipamentos da agroindústria açucareira limitava a capacidade dos senhores de engenho em importar escravizados.
a dinâmica do comércio atlântico negreiro tornou a reprodução mercantil dos escravizados mais rápida e efetiva que a reprodução demográfica.