Questões de Concurso sobre Escravidão

 
 
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“No final da Idade Média, nas ilhas mediterrâneas, região em que se encontrava o regime de tipo escravista mais importante da Europa, escravos já trabalhavam com a produção de açúcar. Note-se, contudo, que, se diversos povos contavam com o trabalho escravo, este não era muito empregado na agricultura; cativos executavam sobretudo tarefas artesanais. A mão de obra essencial para o setor agrícola continuava a ser camponesa; isso até os portugueses chegarem à Costa da Guine no século XV.”


SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloísa M. Brasil: uma biografia. 2 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p.80.


A escravidão era uma prática conhecida em diferentes sociedades muito antes da expansão europeia. Considerando as transformações ocorridas a partir da intervenção europeia no século XV, assinale a alternativa que melhor caracteriza as mudanças no sistema escravista.


A

A escravidão já existia em sociedades africanas, articulada a sistemas de parentesco e linhagem, e manteve-se inalterada após a chegada dos europeus, sem impacto significativo na organização política ou econômica local.


B

Antes da expansão europeia, os cativos eram majoritariamente empregados em atividades domésticas, situação que permaneceu predominante mesmo após a intensificação do contato com os europeus.


C

O comércio de escravizados manteve, entre os séculos XV e XVII, seu caráter essencialmente interno, com fluxo internacional voltado prioritariamente para os mercados asiáticos.


D

Com a expansão da produção açucareira nas áreas coloniais, o trabalho escravo tornouse central na agricultura de exportação, deslocando progressivamente o interesse europeu do comércio de especiarias para o tráfico transatlântico de africanos.


E

As principais rotas do tráfico concentraramse no norte da África e no mar Vermelho, regiões onde o trabalho escravo não exercia papel relevante nas economias locais.

Considera-se que o Brasil foi a região participante do tráfico transatlântico que mais recepcionou africanos nas Américas até o século XIX, absorvendo quase 45% do número de desembarcados no continente. Apesar disto, outras regiões que absorveram percentuais muito menores contaram com populações escravizadas muito maiores. A respeito do tráfico transatlântico e da escravização de africanos e de seus descendentes no Brasil, assinale a opção correta.


A

As relações de compadrio envolviam senhores e pessoas escravizadas, uns batizando os filhos dos outros indistintamente e a despeito da condição civil de cada um.


B

Nas sociedades do Antigo Regime, marcadas pelo patriarcalismo, a condição civil das crianças seguia a do pai; assim, os filhos de uma mulher escravizada, tidos com um homem livre, eram livres e os de um homem escravizado, tidos de uma mulher livre, eram escravizados também.


C

A divisão técnica do trabalho era inviabilizada pelo desinteresse das pessoas escravizadas em trabalharem produtivamente.


D

As regiões exportadoras de mercadorias, como as do açúcar, do ouro e do café, foram aquelas que, ao longo do tempo, concentraram a maior parte da população escravizada.


E

A captura, o aprisionamento e a venda de pessoas na África para o tráfico transatlântico era um empreendimento europeu, viabilizado pela formação das colônias europeias naquele continente desde o século XVI.

Leia o texto a seguir.


No primeiro quartel do século XX, o intercâmbio entre africanos e negros da diáspora ocorreu de diversas formas. De um lado, por meio do retorno de afrodescendentes, principalmente da América do Norte, para a Libéria, mas também das Antilhas e Brasil para diversas regiões da África. De outro, através da saída de jovens pertencentes à elite africana para ingressar nas universidades dos Estados Unidos e da Europa.


CLARO, Regina. Olhar a África: fontes visuais para a sala de aula. São Paulo: Hedra, 2012.


O impacto do fenômeno apresentado no texto acima resultou no


A

surgimento do Pan-africanismo e no movimento da Negritude, que rejeitavam as doutrinas sobre a inferioridade dos negros e defendiam o reconhecimento da cultura africana.


B

fim do preconceito racial nos Estados Unidos e na Europa ocidental, com a decorrente ampliação, em diversos países, dos direitos civis das populações afrodescendentes.


C

esforço, pelos governos da maioria dos países africanos, de revalorização das religiosidades locais e de combate à influência cultural europeia e norte-americana.


D

reconhecimento e na afirmação, pela Organização das Nações Unidas, da igualdade étnica e do direito de todos os povos de viverem de forma livre e autônoma.

“Os brancos entravam, olhavam ao redor e apontavam os pretos pelos quais se interessavam. Então, um dos empregados se aproximava dos pretos e batia em seus ombros com uma vara ou gritava de longe para que eles se aproximassem, caso já entendessem o português. Não importando se era homem, mulher ou criança, o comprador apalpava-lhes todo o corpo e os fazia erguer os braços e mostrar as plantas dos pés, como a minha avó tinha feito em Uidá. O empregado do armazém batia com um chicote em suas pernas e eles tinham que pular, para ver se reagiam rápido, e depois tinham que abrir a boca e mostrar os dentes, para então gritar o mais alto que podiam.”


GONÇALVES, Ana Maria. Um defeito de cor. 26 ed. Rio de Janeiro: Record, 2022, p.70-71.


A respeito do tráfico transatlântico de africanos, assinale a alternativa CORRETA:


A

A introdução sistemática da mão de obra africana implicou a extinção precoce e integral da escravidão indígena, considerada incompatível com a lavoura.


B

O indivíduo escravizado era concebido como instrumento produtivo de alto valor de venda ou aluguel, além de símbolo de elite e riqueza.


C

O tráfico negreiro, embora fundamental para a manutenção da economia açucareira, caracterizou-se por baixa rentabilidade e reduzida relevância no circuito mercantil atlântico.


D

Ao longo de um século, o tráfico transatlântico de escravizados resultou no desembarque de aproximadamente 2 milhões de africanos no território colonial consolidando-o como o principal destino desse comércio na América do Sul.


E

A violência constituiu elemento disciplinador do sistema escravista. Contudo, os mecanismos punitivos aplicados aos cativos restringiam-se a sanções de natureza moral e simbólica, não envolvendo coerção física recorrente.

“A chegada dos exploradores e comerciantes portugueses na costa africana ao sul do Sahara, no início do século XV, representaria definitivamente um novo desenvolvimento importante na história do comércio de escravos na África em termos de intensidade de seu desenvolvimento, da origem dos escravos, e dos usos a que esses escravos eram colocados”.


(KLEIN, Herbert S. O tráfico de escravos no Atlântico: Novas abordagens para as Américas. Ribeirão Preto: FUNPEC Editora, 2004. p. 9).


O tráfico negreiro atlântico foi um dos pilares da formação econômica e social das sociedades coloniais americanas entre os séculos XVI e XIX.


Considerando suas características e implicações históricas, assinale a alternativa CORRETA.


A

O tráfico negreiro foi uma prática marginal no sistema colonial, tendo pouca relevância econômica para as metrópoles europeias.


B

A captura e o transporte de africanos escravizados ocorreram de forma homogênea em todo o continente africano, sem participação de elites locais ou redes comerciais internas.


C

A abolição do tráfico negreiro resultou exclusivamente de razões morais e humanitárias, sem relação com transformações econômicas e políticas do século XIX.


D

A travessia atlântica dos africanos escravizados, conhecida como “passagem média”, ocorreu em condições humanizadas, com baixos índices de mortalidade.


E

O tráfico negreiro integrou um sistema econômico atlântico, no qual a escravização de africanos esteve articulada à produção colonial, ao comércio internacional e à acumulação de capitais na Europa.

O racismo e a escravidão, embora tenham sido fenômenos históricos, não possuem mais reverberações na sociedade contemporânea, e, portanto, as discussões sobre pós-abolição e políticas de reparação são anacrônicas e sem relevância para a compreensão do presente.


C

Certo


E

Errado

"Quilombos, palenques, maroons são diferentes denominações para o mesmo fenômeno nas diversas sociedades escravistas nas Américas: os grupos organizados de negros fugidos. No Brasil, esses agrupamentos também eram chamados de mocambos. Fugir do senhor e se juntar a outros rebeldes foi uma estratégia de luta desde que os primeiros tumbeiros aportaram na costa brasileira até as vésperas da abolição" (Albuquerque, W.R. de; Filho, W.F., 2006, p. 118).


Sobre as fugas dos escravos e formação dos quilombos, é correto afirmar que Albuquerque (2006) defende a tese de que


A

os quilombos se constituíram de agrupamentos negros, autossustentáveis e isolados nas matas brasileiras.


B

um grande número de quilombos reunia além de escravos em fuga, negros libertos, indígenas e brancos com problemas com a justiça.


C

a sobrevivência dos quilombos foi possibilitada pela não integração às redes de comércio local e por alianças com os outros grupos sociais.


D

a convivência dos quilombolas do baixo Amazonas com os grupos indígenas Caxuana, Tiriô e Kahyanas, ocupantes do médio e alto Trombetas, foi pacífica, na primeira metade do século XIX.


E

os negros aquilombados devem ser celebrados como heróis da liberdade, pois combateram os homens brancos, resistindo à negociação ou ao conluio com os trabalhadores livres.

O reino africano de Axum originou-se durante os séculos IV e V da era cristã. Essa sociedade


A

legitimou sua dinastia monárquica pela oralidade, por meio da qual pregava uma linhagem real que provinha do rei Salomão.


B

tornou-se um dos primeiros reinos da África a adotar o islamismo como religião oficial no século VIII.


C

praticou escambo profícuo com o reino de Kush, que fornecia ouro e bronze em troca de produtos da floresta.


D

caracterizou-se por ser um reino pacífico, pois sua religiosidade era avessa à guerra contra outros povos africanos.


E

estabeleceu uma relação comercial intensa com os países europeus, a exemplo da Itália.

Leia o texto a seguir.


Com a agropecuária, o perigo negro pode até ter diminuído, mas o medo continuou ou até aumentou. Nas minas, como nas fazendas, os escravos e as escravas, na maioria das vezes, suportaram resignadamente o impacto dos açoites, mas nem sempre. Às vezes acontecia de “a corda arrebentar do lado mais forte”, expressão sobre os crimes praticados por escravos em Goiás no século XIX. Para alguns, talvez, o medo dos escravos fosse até mais forte do que o medo dos indígenas, pois estes estavam longe; aqueles, ao lado. Nunca se sabia ao certo qual seria a reação dos escravos à violência da escravidão e o pior poderia acontecer.


OLIVEIRA, E. C. de. “O medo do outro”: conflitos entre brancos, negros e mestiços em Goiás nos séculos XVIII e XIX. Revista Territórios e Fronteiras, v. 10, n. 2, 2017. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/territoriosefronteiras/index.php/v03n02/articl e/view/616. Acesso em: 21 jan. 2026. [Adaptado].


Quem sentia o medo referido no texto?


A

As mulheres indígenas.


B

Os colonizadores brancos.


C

Os negros libertos.


D

As classes desfavorecidas.

A escravidão foi um dos elementos centrais da crise que levou à secessão e à guerra civil.


C

Certo


E

Errado

O ministro Rio Branco, em maio de 1871, apresentou à Câmara dos Deputados um projeto de lei que, após intensos debates na sociedade e no parlamento, foi convertido na chamada Lei do Ventre Livre. Sobre a tramitação dessa lei, a historiadora Emília Viotti da Costa escreveu:


Votaram a favor 65 deputados; 45 votaram contra. A principal oposição veio das bancadas de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Unidas, contavam com 48 deputados, 34 dos quais votaram contra, ou seja, dos representantes dessas regiões, apenas catorze apoiaram o projeto.


COSTA, E. V. A abolição. São Paulo: Editora Unesp, 2008. p. 55.


O comportamento das bancadas dos estados do sudeste, conforme descrito pela historiadora, decorre da


A

proximidade maior de políticos do norte e nordeste com a corte.


B

concentração da economia escravista nesses estados, após o fim do tráfico internacional.


C

tentativa de desestabilização do governo, decorrente da adesão dos estados citados ao movimento republicano.


D

expansão acelerada da industrialização e da urbanização na região Norte brasileira.


E

decadência da economia cafeeira do oeste de São Paulo na segunda metade do século XIX.

Vasculhei as gavetas procurando qualquer coisa para eu ler. A nossa casa não tinha livros. Era uma casa pobre. O livro enriquece o espírito. Uma vizinha emprestou-me um livro, o romance A Escrava Isaura. Eu, que já estava farta de ouvir falar na nefasta escravidão, decidi que deveria ler tudo que mencionasse o que foi a escravidão. Compreendi tão bem o romance que chorei com dó da escrava. Analisei o livro. Compreendi que naquela época os escravizadores eram ignorantes, porque quem é culto não escraviza e os que são cultos não aceitam o jugo da escravidão. Era uma época de tête-à-tête porque uma pessoa culta prevê as consequências dos seus atos. Os brancos retirando os negros da África não previam que iam criar o racismo no mundo, que é problema e dilema. Eu lia o livro, retirava a síntese. E assim, foi duplicando o meu interesse pelos livros. Não mais deixei de ler, (JESUS, 2014, p. 129).

O trecho reflete uma profunda reflexão sobre a escravidão e o papel da leitura na formação da consciência crítica. A escritora Carolina de Jesus, ao encontrar um livro, descobre não apenas a história da escravidão, mas também a importância da educação e da cultura na luta contra a opressão. Qual é a crítica social implícita na afirmação de que "os que são cultos não aceitam o jugo da escravidão?


A

A educação deve ser limitada a um grupo seleto.


B

O conhecimento e a educação são essenciais para combater a opressão e a injustiça.


C

A cultura não tem impacto nas relações sociais.


D

Apenas as elites educadas são responsáveis pela mudança social.


E

A educação é um privilégio que deve ser mantido entre poucos.

A sociedade colonial brasileira foi marcada pela convivência cotidiana entre diferentes grupos no contexto da escravidão e do patriarcalismo rural. Assinale a alternativa que expressa uma interpretação crítica e historicamente fundamentada dessa formação social:


A

As relações entre senhores e escravizados eram, em sua maioria, pacíficas e igualitárias, o que permitiu a construção de uma sociedade colonial sem hierarquias raciais nem violência.


B

A troca cultural entre europeus, africanos e indígenas contribuiu para a formação de uma identidade brasileira plural, mas ocorreu em meio à exploração, à escravidão e à manutenção de rígidas estruturas de poder e exclusão social.


C

A escravidão no Brasil foi um fenômeno restrito à produção econômica, sem impacto significativo na cultura e na vida cotidiana da população colonial.


D

A colonização portuguesa no Brasil caracterizou-se pelo isolamento cultural e pela recusa de elementos africanos e indígenas, resultando em uma sociedade homogênea de matriz europeia.


E

A influência africana e indígena foi irrelevante na formação cultural brasileira, sendo a herança europeia o único elemento estruturante da sociedade colonial.

A Abolição da escravidão no Brasil, em 1888, atendeu a interesses políticos e econômicos, mas não houve medidas imediatas de integração dos ex-escravizados. Analise os itens abaixo:


I – A Monarquia aboliu a escravidão em 1888. Mas a medida atendeu antes a uma necessidade política de preservar a ordem pública ameaçada pela fuga em massa dos escravos.

II – Houve preocupação econômica para atrair mão de obra livre às regiões cafeeiras.

III – No curto período entre a Abolição e a República, o governo imperial implementou políticas efetivas de inclusão e reparação aos ex-escravizados.


Está CORRETO o que se afirma em:


A

I apenas.


B

I e III apenas.


C

II e III apenas.


D

II apenas.


E

I e II apenas.

Já nos anos de 1850, fazendeiros das áreas cafeeiras – alguns dos mais necessitados de mão de obra – tornaram-se interessados em promover a imigração e em substituir os escravos por imigrantes. As primeiras experiências falharam, e os fazendeiros de café recorreram ao tráfico de escravos interno. Mais tarde, quando as pressões abolicionistas aumentaram e leis contra o tráfico entre províncias foram promulgadas, os fazendeiros das áreas pioneiras buscaram na Itália os trabalhadores de que necessitavam.


(Emília Viotti da Costa. “Da escravidão ao trabalho livre”. In: Da Monarquia à República: momentos decisivos, 1999)


O excerto alude à


A

manutenção do trabalho compulsório nas grandes unidades agrícolas brasileiras de economia de exportação.


B

baixa produtividade da economia agrícola brasileira devido às crises periódicas no fornecimento da mão de obra.


C

decadência das áreas de produção agrícola dependentes do tráfico transatlântico de escravizados para o Brasil.


D

transformação gradual do mercado de trabalho em um dos setores mais dinâmicos da economia agroexportadora brasileira.


E

redução do número de trabalhadores na agricultura brasileira como consequência da mecanização dos processos produtivos.

O fotógrafo açoriano José Christiano de Freitas Henriques Junior (1832-1902) desenvolveu, entre 1864-1865, uma extensa documentação fotográfica da população escravizada no Rio de Janeiro Imperial. Sua coleção "Photographias de costumes brazileiros", composta por 77 fotografias, foi apresentada na Exposição Internacional do Porto (1865) e posteriormente doada ao rei D. Fernando de Portugal. O material, que incluía retratos de "trabalhadores de ganho" e "tipos de diferentes nações africanas", foi comercializado como souvenir para estrangeiros. As fotografias registravam escravizados urbanos descalços em atividades como quitandeiras, barbeiros ambulantes, carregadores e cesteiros, além de retratos faciais identificados por origem étnica (Mina Nagô, Cabinda, Angola, Moçambique, Congo, Monjolo). Analisando o contexto da escravidão urbana do século XIX, qual aspecto caracteriza a função histórica e social dessa documentação visual?


A

As fotografias foram encomendadas pelo governo imperial como documentação oficial para controle administrativo dos escravos de ganho, servindo como registro fiscal para cobrança de impostos municipais sobre a atividade comercial escrava no Rio de Janeiro.


B

As imagens funcionaram como mercadoria exótica destinada ao consumo visual de estrangeiros, documentando simultaneamente a diversidade do trabalho escravo urbano e as origens étnicas africanas, sem questionar a estrutura escravista, mas atendendo à demanda comercial pelo "pitoresco tropical".


C

A coleção representou uma iniciativa científica de antropologia física, seguindo métodos da escola antropológica francesa, visando classificar as diferentes etnias africanas para estudos comparativos sobre capacidade craniana e características raciais.


D

As fotografias constituíram um projeto abolicionista de denúncia social, produzidas com o objetivo de sensibilizar a opinião pública europeia sobre as condições desumanas da escravidão brasileira, contribuindo para o movimento internacional de abolição do tráfico negreiro.


E

A produção fotográfica teve caráter artístico, seguindo tendências estéticas do romantismo brasileiro, idealizando a figura do escravo como símbolo da nacionalidade em formação, sem finalidade comercial ou documental.

“O elemento crucial na manufatura do açúcar foram os escravos. Suas condições de vida e trabalho são fundamentais para explicar a natureza da sociedade que se originou da economia açucareira.”


(SCHWARTZ, Stuart. Segredos internos: engenhos e escravos na sociedade colonial, 1550-1835. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. p. 122)


A escravidão foi uma das bases das atividades desenvolvidas durante o período colonial no Brasil, tendo deixado raízes que marcaram a sociedade brasileira mesmo após a abolição da escravatura no final do século XIX. Essa dinâmica, com o predomínio da mão de obra africana, marca um traço distintivo da colonização portuguesa. Neste sentido, diversas são as razões apontadas pelos historiadores para a escolha da mão de obra africana como base do sistema escravista colonial. Dentre os enunciados abaixo, assinale a alternativa que apresenta uma razão incorreta para este predomínio:


A

Os indígenas do sexo masculino não estavam adaptados ao trabalho na lavoura, caracterizando assim uma barreira cultural difícil de ser rompida pelo colonizador.


B

Vários setores da Igreja e da Coroa opunham-se à escravização indígena, fato que não ocorria em relação aos africanos.


C

Os africanos eram naturalmente predispostos ao cativeiro, elemento tradicional de sua cultura, ao passo que os indígenas brasileiros desconheciam qualquer forma de servidão.


D

As epidemias que afetaram a população indígena ao entrarem em contato com o colonizador levou os senhores a considerarem arriscado o investimento na mão de obra nativa.


E

O tráfico negreiro gerou um lucrativo negócio cujos rendimentos iam para a metrópole, seja para os negociantes envolvidos ou seja através do pagamento de impostos à Coroa.

Sobre a Abolição da Escravidão e suas consequências imediatas, leia as afirmativas abaixo e depois assinale a alternativa correta.


I) A medida atendeu antes a uma necessidade política de preservar a ordem pública ameaçada pela fuga em massa dos escravos e a uma necessidade econômica de atrair mão de obra livre para as regiões cafeeiras.

II) A abolição resolveu plenamente o problema social da escravidão e incorporou os ex-escravos à vida nacional.

III) Entre a Abolição e a Proclamação da República, o governo imperial adotou políticas efetivas de reforma agrária e educação para os libertos.

IV) O governo imperial gastou quase toda sua energia resistindo aos ataques dos ex-proprietários de escravos que não se conformavam com a abolição sem indenização.


A

I, II e III são verdadeiras


B

Apenas I e IV são verdadeiras


C

Apenas II e IV são verdadeiras


D

I, III e IV são verdadeiras


E

Apenas I e II são verdadeiras

Assinale a alternativa correta a respeito da escravidão no Brasil.


A

A escravidão restringiu, durante muitos séculos, a economia brasileira, pois impediu a formação de um mercado externo e a montagem de uma lavoura de exportação.


B

A escravidão, não obstante seus horrores, permitiu a formação de uma sociedade democrática na colônia, já que nela era livre e possível a ascenção social. Muitos ex-escravos se tornaram proprietários e empreendedores.


C

As fugas e revoltas de escravos, bem como a fomação de “Quilombos”, notadamente a partir de 1888, demonstram a resistência contra a escravidão.


D

O Tratado de Methuen, assinado entre Portugal e Inglaterra, proibiu a escravidão no Brasil e, em consequência, arruinou, a longo prazo, a economia brasileira.


E

A escravidão foi um dos pilares da economia brasileira durante o período colonial e grande parte do Império.

No contexto da história dos povos afroamericanos no Brasil, assinale a alternativa que identifica um importante marco histórico de resistência à escravidão.


A

Os escravizados africanos aceitaram passivamente a sua condição no Brasil colonial.


B

A abolição da escravidão no Brasil foi um ato exclusivo da vontade imperial.


C

A formação de quilombos representou uma forma de resistência e organização social autônoma.


D

A cultura africana foi completamente erradicada no Brasil colonial e imperial.

 
 
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