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O ministro Rio Branco, em maio de 1871, apresentou à Câmara dos Deputados um projeto de lei que, após intensos debates na sociedade e no parlamento, foi convertido na chamada Lei do Ventre Livre. Sobre a tramitação dessa lei, a historiadora Emília Viotti da Costa escreveu:
Votaram a favor 65 deputados; 45 votaram contra. A principal oposição veio das bancadas de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Unidas, contavam com 48 deputados, 34 dos quais votaram contra, ou seja, dos representantes dessas regiões, apenas catorze apoiaram o projeto.
COSTA, E. V. A abolição. São Paulo: Editora Unesp, 2008. p. 55.
O comportamento das bancadas dos estados do sudeste, conforme descrito pela historiadora, decorre da
proximidade maior de políticos do norte e nordeste com a corte.
concentração da economia escravista nesses estados, após o fim do tráfico internacional.
tentativa de desestabilização do governo, decorrente da adesão dos estados citados ao movimento republicano.
expansão acelerada da industrialização e da urbanização na região Norte brasileira.
decadência da economia cafeeira do oeste de São Paulo na segunda metade do século XIX.