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Leia o texto a seguir:
Levada a cabo pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), desde sua criação em 1937, essa política preservacionista deixou um saldo de bens imóveis tombados, referentes aos setores dominantes da sociedade. Preservaram-se as igrejas barrocas, os fortes militares, as casas-grandes e os sobrados coloniais.
(Ricardo Oriá, “Memória e ensino de História”. Em: Circe M. F. Bittencourt, O saber histórico na sala de aula, 1997. Adaptado)
Considerando o contexto abordado, está correto afirmar que a referida política preservacionista
deixou senzalas, quilombos, vilas operárias e cortiços no esquecimento, excluindo a pluralidade étnico-cultural da formação histórica do Brasil.
contribuiu para ampliar a representatividade da diversidade cultural brasileira, institucionalizando processos para a preservação da memória popular.
colaborou para a descentralização administrativa dos processos de tombamento, possibilitando maior participação dos entes subnacionais nas decisões finais.
valorizou a formação de equipe técnica de natureza multidisciplinar, para evitar uma visão elitista e excludente do conceito de patrimônio histórico e artístico.
descaracterizou aspectos da arte e da arquitetura do Período Colonial e Barroco, em razão de sua ênfase na visão modernista de preservação patrimonial.