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“Como bem ressalta Reyna Pastor, ao separar a história da mulher da história do homem, se termina por impossibilitar a compreensão do verdadeiro grande tema, que é a sociedade, ou o corpo social. Talvez seja este o momento de redirecionar o enfoque que se vem dando aos estudos feministas. Mais do que se preocupar em fazer História da Mulher, pensamos que seria mais produtivo e enriquecedor estudar o papel da mulher na História.”
Fonte: NASCIMENTO, Maria Filomena Dias. Ser mulher na Idade Média. 1997, p.84. Disponível em file:///D:/Downloads/admin,+5%20(1).pdf, acesso em 20.09.2024
Sobre o papel da mulher, a historiografia tem mostrado que:
no mundo romano, à família da mãe competia a identidade dos filhos e os vínculos de herança, assim como nome, culto e residência.
na democracia ateniense, as mulheres integravam o espaço das decisões políticas, além de exercitar- se na vida pública através das festas religiosas e peças teatrais.
parte da produção acadêmica moderna sobre Esparta afirma que as mulheres se dedicavam à prática de exercícios físicos ao lado dos homens, estimulando, por intermédio de diálogos, a coragem masculina, mas eram proibidas de debater a vida política da cidade.
a Igreja Medieval foi profundamente influenciada pela imagem negativa que a tradição judaico-cristã associou à figura de Eva, acreditando que, através dela, o pecado teria ingressado no mundo, trazendo consigo toda a desordem observada na criação.
embora trabalhando ao lado dos homens nos campos e nas guildas, em geral, as mulheres medievais da classe mais baixa tinham menor liberdade de expressão do que as da nobreza.