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Trazer o iluminismo britânico ao palco da história- isto é, ao centro do palco -, é redefinir a própria ideia de iluminismo. Na litania de traços associados ao iluminismo — razão, direitos, natureza, liberdade, igualdade, tolerância, ciência, progresso -, “razão” invariavelmente encabeça a lista O que é conspicuamente ausente é “virtude”. Mas foi “virtude”, mais do que razão, que teve primazia no iluminismo britânico.”
Fonte: HIMMELFARB, Gertrude. Os caminhos para a modemidade: os iluminismos britânico, francês e americano. São Paulo: É Realizações, p. 16
A respeito do iluminismo britânico, é possível dizer:
predominou o que pode ser definido como uma “ideologia da razão”, com uma preocupação fundamental: a defesa de um novo projeto de homem.
os iluministas ingleses, particularmente John Locke, eram partidários de uma ideia radical: criar “do zero” noções de direitos sem considerar a natureza humana e suas contradições.
defendiam noções de liberdade, de igualdade e de tolerância abstratas, sem considerarem os limites necessários ao convívio do ser humano.
eram, os iluministas ingleses, homens práticos que assumiam funções de Estado. Propunham uma separação entre o “mundo das ideias” e o “mundo da ação.”
pretendia identificar as condições de possibilidade que uma sociedade tem para gerar afetos morais positivos, como as virtudes, ou, seu contrário, os vícios.