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O ciclo da mineração no século XVIII constituiu um divisor de águas na economia colonial, deslocando o eixo dinâmico da produção e remodelando a relação entre colônia e metrópole. A descoberta aurífera em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso desencadeou processos de intensa mobilidade populacional, redefinição urbana e fortalecimento do aparato fiscal português. À luz desse contexto histórico, analise as proposições abaixo e assinale a alternativa que melhor traduz os efeitos estruturais da mineração.
A mineração consolidou a autonomia política das elites coloniais, reduzindo o controle da Coroa e favorecendo práticas de autogestão administrativa nas capitanias mineradoras.
O dinamismo aurífero promoveu a interiorização da ocupação, deslocando o eixo econômico do Nordeste açucareiro para o Sudeste, intensificando o poder fiscal da metrópole.
A economia mineradora caracterizou-se por estabilidade social e baixo índice de escravização, distinguindo-se da lógica de exploração vigente nos engenhos de açúcar.
A queda da produção mineral foi compensada pelo aumento da exportação de algodão e tabaco, preservando estável a arrecadação régia.
A exploração do ouro implicou diminuição da população urbana, pois concentrou os trabalhadores em áreas rurais de extração mineral.