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A partir da segunda metade do século XX, correntes como a História Oral e a História do Cotidiano ampliaram as possibilidades das análises historiográficas e suas fontes ao incorporar sujeitos antes marginalizados e dimensões subjetivas da experiência social. Tais abordagens, no entanto, trouxeram novos desafios metodológicos e epistemológicos quanto à natureza da memória, ao papel do historiador e à relação entre experiência individual e processos coletivos.
Considerando as discussões historiográficas contemporâneas sobre o uso da memória e das práticas cotidianas como fontes históricas, a alternativa correta é:
A História Oral, ao priorizar o testemunho, substitui a crítica documental tradicional pela valorização irrestrita da memória, que se torna critério de verdade histórica.
A História do Cotidiano investiga as dinâmicas sociais com base nas rotinas e ações do dia a dia, mas sem ignorar o papel, por vezes condicionante, das estruturas econômicas e políticas nas dinâmicas entre o micro e o macro.
A História Oral deve limitar-se a complementar fontes escritas, pois a memória é essencialmente instável e, portanto, incapaz de revelar valores culturais ou representações coletivas.
O enfoque do cotidiano propõe a neutralização do historiador diante das experiências individuais, evitando interpretações que comprometam a objetividade da narrativa histórica.