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Leia o trecho a seguir.
“Índios aldeados e índios considerados selvagens compunham a diversidade das populações indígenas presentes na América portuguesa, porém a barreira entre elas era muito menor do que se supunha e se apregoava, conforme a ideologia e a política indigenista, então vigentes. Índios e mestiços, selvagens e civilizados confundiam-se e relacionavam-se intensamente entre si e com outros segmentos da sociedade colonial, indo e voltando, com frequência de uma condição à outra.”
Adaptado de Celestino, Maria Regina. Índios mestiços e selvagens civilizados de Debret reflexões sobre relações interétnicas e mestiçagens. Varia História, vol. 25, nº 41, 2009, p. 88.
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a compreensão da autora sobre as categorias de indígenas na América portuguesa.
As distinções de indígenas eram rígidas e funcionavam como marcadores fixos de identidade, refletindo uma realidade social claramente estratificada.
As classificações indígenas reproduziam fielmente as divisões sociais estabelecidas pela política indigenista, sem margem para ressignificações culturais ou mobilidade.
As categorias de selvageria e civilização coexistiam, mas eram mutuamente excludentes, impedindo que os indivíduos transitassem entre elas dentro do contexto colonial.
As fronteiras entre índios aldeados e selvagens eram tênues, e os indivíduos transitavam entre civilização e selvageria, desafiando as classificações da época.
A coexistência entre índios aldeados e selvagens reforçava as visões eurocêntricas da época, limitando-se a reproduzir os estereótipos promovidos pela política indigenista vigente.