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Leia o trecho a seguir.
“O consulado de Havana argumenta que, diferentemente do que ocorreu com a Espanha, o Brasil obteve concessões que permitiram continuar com o tráfico negreiro africano, mesmo após a assinatura do tratado de 1817 para combatê-lo. Os agricultores da Ilha de Cuba, em observação dos passos do Brasil, souberam que ali se multiplicam os engenhos de açúcar e os cafeeiros; e souberam que, como essas propriedades requerem grandes capitais e o Brasil ainda está longe de tê-los, a Inglaterra os tem fornecido por meio de bancos, companhias e casas comerciais. Assim, grande parte das plantações de açúcar, café, algodão e tabaco no Brasil são obras de capitalistas ingleses, sendo, na prática, propriedades britânicas.”
Adaptado de: Archivo Historico Nacional de España, ULTRAMAR, 3.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que a reação cubana ao tratado firmado entre Inglaterra e Portugal em 1817
evidencia a busca da elite cubana por apoio britânico para obter a independência da Espanha após as medidas impostas pelas Reformas Bourbônicas, à semelhança do caso do Brasil.
indica o descontentamento com o processo comum de abolição imediata da escravidão nas colônias, que autorizava a Marinha britânica a inspecionar navios espanhóis.
demonstra resistência às políticas de livre comércio que permitiam a entrada de capitais e produtos estrangeiros na ilha para competir com os nacionais.
mostra a disputa econômica entre as duas potências escravistas exportadoras de açúcar pelo controle do mercado internacional aberto após a Revolução do Haiti.
revela a aliança entre Portugal e Espanha para preservar o tráfico negreiro e conter a influência britânica, cujo abolicionismo atendia aos interesses de sua economia.