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A respeito da produção historiográfica brasileira contemporânea que aborda o período da ditadura militar (1964-1985), é correto afirmar que ela:
Rejeita os clichês simplistas, valoriza o uso de documentos e fontes diversas, incorpora múltiplas dimensões sociais, políticas e culturais, e analisa o regime com rigor crítico e distanciamento histórico.
Limita-se a valorizar apenas as resistências armadas e os atores revolucionários do período, mantendo uma visão ideológica partidária, no intuito de explorar somente o lado mais correto da História.
Considera a ditadura como um regime homogêneo e plenamente articulado entre todas as suas instâncias repressivas, sem distinção entre "duros" e "moderados", sendo todos os agentes repressivos valorizados.
Foca principalmente no estudo dos arquivos militares oficiais, desconsiderando manifestações culturais e resistências cotidianas à repressão, pois essas manifestações eram voláteis e irrisórias.
Prioriza as narrativas oficiais dos militares, dando pouca atenção às críticas e denúncias de violações de direitos humanos, pois a ditadura foi obra dos militares e seus apoiadores.