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Durante o período colonial, a organização econômica, social e política do Brasil esteve profundamente vinculada aos interesses mercantilistas da Coroa portuguesa e às dinâmicas do sistema colonial atlântico. A exploração econômica baseou-se na grande propriedade rural, na monocultura voltada à exportação e no uso intensivo da mão de obra escravizada, inicialmente indígena e, posteriormente, majoritariamente africana. Ao longo dos séculos XVI ao XVIII, diferentes atividades econômicas assumiram centralidade, provocando rearranjos espaciais, conflitos sociais e transformações na administração colonial. Considerando esse contexto, assinale a alternativa que interpreta corretamente a lógica do Brasil Colonial e suas consequências estruturais.
O sistema colonial português promoveu o desenvolvimento de um mercado interno diversificado, estimulando a industrialização precoce e a autonomia econômica da colônia.
A descoberta do ouro no século XVIII rompeu definitivamente com o modelo agrário-exportador, estabelecendo uma economia industrial voltada ao mercado interno.
A centralidade do pacto colonial limitou a autonomia econômica da colônia, reforçando a dependência externa, a concentração fundiária e a desigualdade social, cujos efeitos se prolongaram após a Independência.
A substituição da mão de obra indígena pela africana ocorreu exclusivamente por razões humanitárias, em função da proteção legal conferida aos povos originários pela Coroa.
A economia colonial caracterizou-se pela predominância da pequena propriedade policultora, o que favoreceu a distribuição de renda e a formação de uma sociedade socialmente homogênea.