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“Colonialismo é um sistema internacional de exploração econômica [...]. No caso típico, o colonizador controla a colônia através de uma combinação de coerção militar [...]. O papel da colônia é fornecer matérias-primas para que a potência colonial possa fabricar barato seus produtos e, dessa maneira, lucrativamente. Esses bens são em seguida vendidos nos mercados mundiais, que incluem a colônia. A relação colonial é em geral exclusiva, o que significa que a colônia não pode vender suas matérias-primas a mais ninguém e é obrigada a comprar bens acabados apenas do colonizador. Essa relação assegura matérias-primas baratas e um mercado cativo à potência colonial, uma base lucrativa de exploração econômica. ”
(JOHNSON, Allan G. Dicionário de sociologia: guia prático da linguagem sociológica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997. p. 42.)
Considerando a ocupação territorial do interior baiano durante o período colonial, especialmente no que diz respeito à origem do território que daria lugar ao atual município de Jequié, assinale a afirmativa que apresenta a interpretação mais aderente às evidências históricas conhecidas.
O processo que conduziu ao surgimento de Jequié vinculou-se à doação e posterior fragmentação da sesmaria original, à reorientação das rotas de comércio interno e à afirmação de agentes locais que, articulados ao núcleo feirante e ao desmembramento de Maracás, redefiniram a centralidade regional do território.
A gênese de Jequié decorreu de um plano administrativo da Coroa voltado a ordenar sesmarias estratégicas, instituindo postos militares e mercados oficiais cuja função era articular o sertão baiano à economia atlântica e garantir controle direto dos fluxos comerciais internos.
O estabelecimento de Jequié como núcleo relevante decorreu de uma intervenção direta de autoridades imperiais que, após acolherem aliados políticos vindos da Inconfidência Mineira, implantaram políticas de proteção fiscal que asseguraram benefícios exclusivos à nova localidade.
A formação territorial jequieense resultou essencialmente da política metropolitana de monopolização agrícola, que transformou antigas sesmarias do sertão em áreas voltadas à exportação direta para Lisboa, subordinando o povoado a circuitos coloniais de monopólio comercial.