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A ocupação do território catarinense resultou de múltiplos movimentos migratórios e políticas de povoamento que moldaram profundamente a organização social, econômica e cultural do Estado. A convivência entre povos originários, populações luso-brasileiras e diferentes correntes de imigração europeia produziu arranjos territoriais distintos, refletidos nas práticas produtivas, na estrutura fundiária e nas manifestações culturais regionais. Esse processo não ocorreu de forma homogênea, variando conforme os interesses econômicos, as condições naturais e as estratégias estatais de ocupação. Considerando esse contexto histórico e geográfico, qual alternativa interpreta corretamente a formação étnica e social de Santa Catarina?
A formação social catarinense foi marcada pela substituição completa das populações indígenas por colonos europeus, sem processos de convivência ou miscigenação.
A diversidade étnica catarinense resulta da interação entre povos indígenas, colonização luso-brasileira e imigração europeia organizada em núcleos coloniais, com forte impacto na estrutura agrária e cultural do Estado.
A imigração europeia em Santa Catarina restringiu-se às áreas litorâneas, sem influência significativa no interior do Estado.
A ocupação do território catarinense ocorreu de maneira uniforme, baseada exclusivamente na grande propriedade monocultora voltada à exportação.
A colonização do Estado esteve dissociada das políticas estatais de povoamento e da organização planejada de núcleos coloniais.