Imagem de fundo

Este é um fragmento da fala de Rafael Printz Viana, morador...

Este é um fragmento da fala de Rafael Printz Viana, morador da comunidade quilombola do Abui, no alto Trombetas/Pará: “a floresta é, como nós a chamamo essa música – nossa mãe cachoeira – assim nós chamamo também nossa mãe floresta, nossa mãe porque dela tiramos pode se dizer de um tudo, desde a saúde […] Então quer dizer, nossa mãe floresta é vida” (Funes, In: Reis; Gomes, 1996, p.550).


Sobre a relação quilombola/meio ambiente na Amazônia, interpretada por Funes (1996), está correto afirmar, EXCETO que


A

os quilombos produziam um excedente que era comercializado com regiões ou vendido diretamente na cidade a “pessoas certas”, assumindo importância econômica no abastecimento do mercado regional.


B

foi fundamental para a fuga, mas principalmente para a reprodução dos quilombos como organização social diferenciada da ordem escravista.


C

constituiu uma relação maternal, sentida até hoje nas falas dos mais velhos, a partir da convivência com a floresta, que representa um grande laboratório farmacêutico, da qual extraem diversos medicamentos.


D

baseou-se em atividades econômicas como extrativismo, agricultura de subsistência nos roçados, feitos em pequenas clareiras abertas nas matas, onde plantavam legumes, em especial, tabaco e maniva.


E

fundamentou-se numa relação maternal, desprovida de vínculos com os centros urbanos, livrandose do efeito civilizatório, essencial para a manutenção da identidade africana.