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As monarquias centralizadas da França, Inglaterra e Espanha representavam uma ruptura decisiva com a soberania piramidal e parcelada de formações sociais medievais, com seus sistemas de propriedade e de vassalagem. A controvérsia sobre a natureza histórica destas monarquias tem persistido desde que Engels, em uma famosa máxima, declarou-as produto de um equilíbrio de classe entre a antiga nobreza feudal e a nova burguesia urbana: “excepcionalmente, contudo, há períodos em que as classes em luta se equilibram, de tal modo, que o poder de Estado, pretenso mediador, adquire momentaneamente um certo grau de autonomia em relação a elas...” (Anderson, 2004, p. 15).
É correto afirmar que a conceituação de Anderson (2004) sobre o Estado Absolutista é um
aparato capitalista no qual a nobreza foi levada a compreender que o período de sua dominação política e social chegou ao fim, substituída pela “pedra angular” do novo sistema: a burguesia.
mecanismo político de equilíbrio entre a nobreza e a burguesia, no qual a burocracia se constituía como forma de preparar o domínio da classe burguesa.
instrumento utilizado pela classe média nascente como arma poderosa nas suas lutas contra o feudalismo.
aparelho de dominação feudal recolocado e reforçado, destinado a sujeitar as massas camponesas à sua posição tradicional.
árbitro entre a aristocracia e a burguesia nascente, uma entidade que se fortaleceu a partir do conflito político-social entre nobreza e comerciantes.