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No enfrentamento de leituras estereotipadas que associam a África anterior ao colonialismo à ausência de complexidade política e dinamismo social, a historiografia contemporânea tem enfatizado a centralidade de formações estatais e redes de intercâmbio que articularam diferentes regiões do continente muito antes da presença europeia. Em atividades que mobilizam leitura de textos históricos sobre experiências como Zimbabwe, Congo e Mali, o desafio interpretativo consiste em reconhecer formas próprias de organização do poder, da produção e da circulação de saberes que se desenvolveram em diálogo com rotas comerciais e sistemas culturais diversos. Nesse horizonte, uma interpretação historicamente consistente acerca das sociedades africanas pré-coloniais se aproxima de:
... configurações sociais desprovidas de centralização política, urbanização ou intercâmbios de longa distância.
.. tradições históricas acessíveis apenas por registros europeus produzidos no século XIX.
... processos formativos determinados desde sua origem por dominação colonial externa.
... experiências que articularam centros urbanos, redes comerciais e instituições políticas, possibilitando a circulação de pessoas, bens e conhecimentos em múltiplas escalas.
...Organizações sociopolíticas constituídas exclusivamente após a intervenção europeia.