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A colonização holandesa deve ser compreendida como um fenômeno histórico profundamente articulado à formação do capitalismo mercantil moderno, à expansão marítima europeia e à consolidação de estruturas econômicas, políticas e culturais voltadas à acumulação de capital, ao controle de rotas comerciais e à exploração sistemática de territórios ultramarinos. Sobre esse assunto, é INCORRETO afirmar que:
no plano cultural e científico, a colonização holandesa contribuiu significativamente para o desenvolvimento da cartografia moderna, da iconografia colonial e da produção de conhecimento sobre o “Novo Mundo”.
do ponto de vista estrutural, a colonização holandesa esteve diretamente ligada ao protagonismo das companhias privilegiadas, em especial a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, responsável pela expansão nos territórios atlânticos, e a Companhia das Índias Orientais, voltada para o comércio asiático.
diferentemente dos modelos coloniais ibéricos, a experiência holandesa caracterizou-se por uma racionalidade empresarial, urbana e financeira, na qual o Estado, o capital privado e as companhias de comércio atuaram de forma integrada.
em termos econômicos, a colonização holandesa operou segundo a lógica do capitalismo comercial, baseada no financiamento, no crédito, no seguro marítimo e na circulação internacional de mercadorias.
do ponto de vista político-administrativo, a colonização holandesa apresentou uma organização mais centralizada quando comparada aos impérios ibéricos, com diversos projetos de evangelização católica.


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