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Dez anos após o início da Primavera Árabe, a Tunísia foi frequentemente apontada como o único caso de transição democrática bem-sucedida, embora instável. Contudo, o processo tunisiano diferenciou-se do egípcio primordialmente porque:
Na Tunísia, as Forças Armadas detinham o controle de mais de 40% do PIB, permitindo-lhes ditar os termos da nova Constituição sem oposição.
O partido islamista Ennahda recusou-se a participar das eleições, deixando o caminho livre para os movimentos seculares radicais.
Houve um pacto de compromisso mediado pela sociedade civil (o Quarteto para o Diálogo Nacional), que evitou a polarização extrema entre secularistas e islamistas durante a redação da Constituição.
A intervenção militar da OTAN foi imediata e massiva em Túnis, ao contrário do que ocorreu no Cairo, onde a diplomacia prevaleceu.