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Com a Lei de 7 de novembro de 1831, ficou estabelecido, formalmente, o fim do comércio de escravizados entre o Brasil e a África.
Com a sua implementação, é correto afirmar que o comércio
continuou sendo realizado tanto nos maiores portos quanto nas praias desertas, com a autorização do governo brasileiro diante da crise diplomática estabelecida com a Inglaterra que interferia na política nacional com a exigência da proibição do comércio humano. Por isso, a lei ficou conhecida como lei “para inglês ver”.
foi extinto diante das fiscalizações brasileira e inglesa que coibiram o tráfico com o auxílio das autoridades policiais e da punição aos traficantes com multas e prisões. Os cativos desembarcados pós 1831, os chamados africanos livres, ganhavam a alforria, após a apreensão da carga ilegal feita pelas autoridades, e o direito de permanecer no Brasil.
foi proibido com a adesão do governo brasileiro, o que veio a aumentar o tráfico interprovincial. Esse fato, por sua vez, levou a uma dinamização da economia interna, principalmente a do nordeste, com a venda maciça de escravizados para a região sudeste, tendo em vista a crise do açúcar que levou o nordeste a não mais precisar de mão de obra escravizada negra.
continuou sendo realizado nos maiores portos do país, a exemplo dos de Salvador e do Valongo, no Rio de Janeiro, considerando-se a contínua necessidade de mão de obra escravizada negra para a economia brasileira, bem como de uma estrutura sólida para o desembarque no país, a exemplo dos armazéns e dos práticos, contando-se com o apoio do governo imperial.
continuou sendo realizado, mesmo que ilegal, com o uso das praias para o desembarque dos cativos. Para isso, tanto o tráfico quanto os seus agentes precisaram se adaptar à nova realidade que incluía o estabelecimento de relações com a população local; com as autoridades policiais, para burlar a lei; e trabalhadores de diversos ofícios, visando à construção de uma estrutura de captação da carga, como os armazéns.