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Impõe-se, por conseguinte, a conclusão de que o modo de produção escravista colonial é inexplicável como síntese de modos de produção preexistentes, no caso do Brasil. Seu surgimento não encontra explicação nas direções unilaterais do evolucionismo e do difusionismo. [...] Nem ele constituiu repetição ou retorno do escravismo antigo, colocando-se em sequência “regular” ao comunismo primitivo, nem resultou da conjugação sintética entre as tendências inerentes à formação social portuguesa do século XVI e às tribos indígenas.
GORENDER, Jacob. O Escravismo colonial. 2. ed., São Paulo: Ática,1978, p. 54. (Adaptado).
A reflexão do texto convida a uma crítica metodológica importante também para o estudo das permanências do mundo clássico (greco-romano) na contemporaneidade.
Partindo-se dessa analogia, é correto afirmar que
a escravidão moderna, assim como a antiga, constitui um exemplo de retorno cíclico e regular de estruturas socioeconômicas idênticas, confirmando a noção de repetição histórica.
a semelhança superficial entre a democracia ateniense e os sistemas políticos atuais é suficiente para afirmar que houve uma reprodução integral dos modelos políticos clássicos ao longo dos séculos.
o impacto duradouro das contribuições greco-romanas na filosofia, no direito e na arte demonstra que o difusionismo cultural é a chave para explicar a superioridade das civilizações ocidentais modernas.
a presença de elementos da cultura clássica no mundo atual comprova a teoria evolucionista da história, segundo a qual as sociedades humanas percorrem estágios previsíveis e universais de desenvolvimento civilizatório.
a compreensão do legado cultural de Grécia e Roma deve evitar interpretações que projetem uma linha evolutiva direta e ininterrupta entre as instituições antigas e as modernas, reconhecendo-se mediações históricas e transformações profundas.