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Leia o texto a seguir.
O período entre o século IV e XVI é tradicionalmente conhecido por Idade das Trevas, Idade da Fé ou, com mais frequência, Idade Média. Todos esses rótulos pejorativos escondem a importância daquela época, na qual surgiram os traços essenciais da civilização ocidental. Países surgidos depois daquela fase histórica – caso do Brasil, por exemplo – têm muito mais de medieval do que à primeira vista possa parecer. Olhar para a Idade Média é estabelecer contato com coisas que nos são, ao mesmo tempo, familiares e estranhas, é resgatar uma infância longínqua que tendemos a negar, mas da qual, somos produto. De fato, para o homem do Ocidente atual, compreender em profundidade a Idade Média é um exercício imprescindível de autoconhecimento.
FRANCO JUNIOR, Hilário. A Idade Média, nascimento do ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2006.
Conforme o pensamento do autor, a denominada Idade Média é importante pois
o conceito de Idade Média foi uma construção posterior, de responsabilidade do século XVI, criando, a partir do movimento renascentista e iluminista, o mito historiográfico, tão difundido e ainda presente, de Idade das Trevas.
como uma infância longínqua, coloca essa época como grande impulsionadora, como marco principal e base de grande parte do modelo organizacional das sociedades do Ocidente atual.
o período assim denominado, durante muito tempo, foi rechaçado por alcunhas pejorativas pelo fato de ter ocorrido grande predominância da Igreja Católica, constituindo o momento, a partir de então, como Idade da Fé.
a crítica ferrenha se difundiu nos manuais escolares que reforçou a ideia de rótulo pejorativo, quando fez comparações com outros períodos didaticamente divididos da História, colocando a Idade Média em segundo plano.