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O governo de Getúlio Vargas congregava diferentes projetos para o país que se contrapunham à política então vigente, voltada para os interesses oligárquicos. A crise política abriu espaço para a defesa de um Estado centralizador e intervencionista, capaz de promover o desenvolvimento por meio da diversificação econômica e da industrialização. Uma das principais medidas foi o Código Florestal, que pode ser entendido como parte do esforço do Estado em busca da modernização da produção e do controle e ordenamento do próprio território. Além do interesse em regulamentar o uso dos recursos considerados essenciais ou estratégicos, a aprovação deste código também refletiu os debates relacionados às questões ambientais das primeiras décadas do século XX. A atenção dedicada ao tema resultou, em grande parte, da intensificação do processo de desflorestamento, consequência da prática das queimadas para plantação de cafezais, da construção de ferrovias e das transformações decorrentes da expansão da urbanização e do incremento da industrialização no país.
Adaptado de CAMARGO, Angélica. Conselho Florestal Federal. Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, 2025.
Com base no trecho, assinale a opção que apresenta a postura do governo Vargas em relação à natureza.
Compreensão da natureza como tema predominantemente político-administrativo, desvinculado da produção de conhecimento científico e das práticas de pesquisa.
Defesa do manejo racional dos recursos naturais, articulando exploração econômica e preservação sob a orientação e regulamentação do Estado.
Democratização do acesso à natureza, concebida como bem destinado prioritariamente ao usufruto popular, exemplificada pela criação de parques florestais.
Exaltação da natureza sobretudo como símbolo da identidade nacional, priorizando seu conservacionismo em detrimento da exploração econômica.
Incentivo à liberalização da exploração dos recursos naturais, orientada por interesses privados voltados ao crescimento industrial e ao desenvolvimento nacional.