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O ator Wagner Moura, ao receber o Globo de Ouro (2026) na categoria de “melhor ator em filme de drama”, por sua atuação no filme “O Agente Secreto”, proferiu a seguinte frase “Se um trauma pode ser passado por gerações, os valores também podem". A fala do ator demonstra a importância da memória dos acontecimentos para a formação dos sujeitos bem como da nação. Dessa forma, a categoria memória apresenta-se em constante campo de disputa.
Sobre os diferentes conflitos em torno do manuseio e do entendimento acerca da noção de memória no campo historiográfico, é CORRETO afirmar que:
Em seu artigo “Memória, Esquecimento, Silêncio”, Michael Pollak (1989) promove uma discussão em torno da "memória nacional" que, por seu caráter homogêneo e agregador, situa-se em um nível privilegiado que a coloca como isenta de disputas.
Para Maurice Halbwachs (1990), a "memória coletiva" se constrói ao longo do tempo pelos grupos sociais a partir de processos democráticos dando corpo ao que chamamos de “memórias oficiais” garantindo assim a diversidade dos mais diferentes grupos.
Para Michael Pollak, a História Oral, ao privilegiar os excluídos, marginalizados e as minorias, ressaltou a importância da “memória subterrânea” como parte das culturas minoritárias que se opõem à “memória oficial”.
Pierre Nora aponta que "lugares de memória" são monumentos por si. A memória enraíza no concreto sem necessidade de aura simbólica ou ritualização do espaço do lembrar.
Jacques Le Goff aponta que a "memória" é um elemento para a identidade, individual ou coletiva, mas a memória é tão somente uma conquista dos grupos ou indivíduos e não um instrumento de poder.