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Durante o julgamento, em Jerusalém, de um dos responsáveis...

Durante o julgamento, em Jerusalém, de um dos responsáveis administrativos pelos crimes cometidos pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial, a filósofa Hannah Arendt desenvolveu uma interpretação que provocou intenso debate sobre responsabilidade, obediência e violência de Estado. A análise resultou na formulação do conceito conhecido como “banalidade do mal”, amplamente discutido na teoria política e na historiografia contemporânea.


ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.


Com base nessa problemática, assinale a alternativa que melhor expressa o sentido do conceito:


A

Interpretação do mal como fenômeno resultante da adesão consciente e convicta de indivíduos a projetos ideológicos totalitários, nos quais a violência decorre principalmente de crença política radicalizada.


B

Compreensão do mal como expressão latente de disposições humanas universais à violência, ativadas por contextos extremos de guerra, medo e colapso das normas morais tradicionais.


C

Análise segundo a qual regimes autoritários sustentam-se prioritariamente pelo uso contínuo da coerção física direta, tornando secundários os mecanismos administrativos e a racionalidade burocrática.


D

Concepção de que a responsabilidade moral dos agentes estatais é dissolvida quando suas ações se dão estritamente no cumprimento de ordens legais emanadas de autoridades formalmente constituídas.


E

Interpretação de que crimes de grande escala podem ser executados por indivíduos comuns, integrados a engrenagens burocráticas aparentemente normais, quando ocorre a renúncia ao julgamento crítico, a substituição do pensamento pela obediência e a normalização administrativa da violência.