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“O liberalismo, reconhecido como ideologia do capitalismo, passou por diversas transformações ao longo do tempo, acompanhando o processo de desenvolvimento do capital, sendo tensionado e reconfigurado em momentos de crise estrutural.”
ORSO, Paulino José. Liberalismo, neoliberalismo e crise estrutural do capital. Revista Katálysis, Florianópolis, v. 24, n. 1, p. 1–12, 2021.
Com base na citação, assinale a alternativa que melhor expressa a interpretação da crise do liberalismo:
As sucessivas reformulações do liberalismo expressam a diluição progressiva de seus princípios fundantes, indicando sua conversão em uma ideologia híbrida e incompatível com a lógica clássica da acumulação capitalista.
As reconfigurações do liberalismo evidenciam sua capacidade contraditória de adaptação histórica, preservando seus fundamentos centrais — como a defesa da propriedade privada e do mercado — ao mesmo tempo em que os redefine para administrar crises e assegurar a continuidade da acumulação capitalista.
As crises estruturais do capitalismo demonstram que a ampliação do papel do Estado representa uma negação teórica do liberalismo, configurando um afastamento irreversível entre essa ideologia e a dinâmica contemporânea do capital.
As transformações do liberalismo decorrem fundamentalmente da pressão exercida por forças sociais externas ao capital, como movimentos populares e projetos antissistêmicos, que impõem limites históricos à sua reprodução.
A recorrência das crises revela a insuficiência estrutural do liberalismo enquanto ideologia reguladora do capitalismo, tornando sua superação histórica uma consequência necessária do esgotamento do próprio sistema.